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Goiás é líder no Centro-Oeste em número de unidades locais de empresas industriais

Fabricação de produtos alimentícios representa mais da metade da receita líquida industrial de Goiás, aponta IBGE

Dados são referentes a 2022 e foram divulgados pelo IBGE. Pesquisa ainda mostra estado no topo do ranking na região em outras quatro variáveis

Com o terceiro maior número da série histórica iniciada em 2007, Goiás é líder na quantidade de unidades locais de empresas industriais com cinco ou mais pessoas ocupadas, no Centro-Oeste, aponta a Pesquisa Industrial Anual (PIA), divulgada nesta quinta-feira (27/06), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados referentes a 2022. O estado puxa o ranking na região com 7.037 unidades, o equivalente a 52,6% do total, seguido por Mato Grosso (3.154), Mato Grosso do Sul (1.929) e Distrito Federal (1.262).

“Esse resultado mostra o excelente trabalho que o governo estadual realiza, valorizando e estimulando a potencialidade de Goiás, o que nos leva a estar à frente em diversas pesquisas, muitas vezes superando a média nacional”, comemora o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Joel de Sant’Anna Braga Filho.

Em outras quatro variáveis analisadas no levantamento, Goiás também é destaque no Centro-Oeste: é a unidade federativa que mais gerou receita líquida de vendas (R$ 229,4 bilhões); com o maior contingente de pessoas ocupadas (253 mil), e que receberam um total de R$ 10,1 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. Além disso, a atividade industrial goiana gerou R$ 64,8 bilhões em valor de transformação industrial (VTI), número superior ao do Mato Grosso (R$ 41,1 bilhões), Mato Grosso do Sul (R$ 36 bilhões) e Distrito Federal (4 bilhões).

Perfil
A PIA ainda mostrou que a fabricação de produtos alimentícios, uma das atividades inseridas na indústria da transformação, representa mais da metade da receita líquida industrial de Goiás com participação de 54,9%. O valor de transformação industrial é liderado também pela fabricação de produtos alimentícios (R$ 26,9 bilhões), que ainda conta com o maior número de unidades locais (1.383), 19,7% do total do estado; e com a maior participação em pessoal ocupado (37,3% do total neste item em Goiás).

O salário médio mensal pago pelas indústrias goianas foi de R$ 3.057,23, duas vezes e meia o salário mínimo de 2022. A atividade que melhor paga é a da metalurgia, cujo rendimento do pessoal ocupado é 4,79 s.m (salário mínimo), seguida pela extração de minerais metálicos e, depois, pela fabricação de produtos químicos.

Já quando a análise leva em conta o quesito produto, estão no topo do ranking goiano tortas, bagaços e farelos da extração do óleo de soja, com um valor de produção de R$ 17 bilhões e receita líquida de vendas de R$ 14,9 bilhões. Carnes de bovinos frescas ou refrigeradas subiram uma posição, alcançando o segundo lugar, com produção de R$ 12,5 bilhões e receita líquida de R$ 12,4 bilhões. Já o álcool etílico (etanol) não desnaturado, com teor alcoólico em volume maior ou igual a 80%, anidro ou hidratado para fins carburantes ficou na terceira posição com valor de produção de R$ 9,5 bilhões e receita líquida de vendas de R$ 9,5 bilhões.

Pesquisa
A PIA Empresa retrata as características estruturais do segmento empresarial da atividade industrial do país. As informações são utilizadas para a análise e o planejamento econômico das empresas do setor privado e dos diferentes níveis do governo. Já a PIA Produto, segundo o IBGE, constitui a principal fonte de informações sobre a produção de bens e serviços industriais no Brasil.

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fonte: Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços – Governo de Goiás

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